[Resenha] Sete anos bons

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Outro dia passeando pela Saraiva de um shopping aqui perto, me deparo com o livro “Sete anos bons” de Etgar Keret. Nunca tinha ouvido falar desse autor, mas a transcrição da BBC comparando ele ao Kafka aguçou minha curiosidade (malditos marqueteiros). Além disso o preço do livro estava bem atraente, então comprei.

Keret é um contista. Um contista de contos curtos. E é israelense.

Nunca havia lido um livro de um israelense. Imaginei que eles retratassem majoritariamente o ambiente hostil e de guerra em que vivem. Ler Keret foi uma prazerosa surpresa. Apesar de uma alusão ou outra ao ambiente, esse não é o foco dele. E a percepção que ele tem das coisas ao seu redor é fantástica.

Seus contos são irônicos, cômicos e reflexivos. Sempre com algo a dizer. Pena que tenha apenas dois livros traduzidos para o português, “Sete anos bons” e “De repente, uma batida na porta”. Descobri tardiamente que ele veio para a FLIP de 2014, mas algo me diz que mesmo que eu tivesse descoberto antes eu não teria servido de nada.

Bom, já virei fã dele. A escrita leve, irônica e engraçada é basicamente o que sempre almejei em meus textos. Claro que ler ele e perceber que to longe disso é um duro golpe ao ego de pseudo-escritor, mas rapaz, nem dá tempo de pensar nisso. Como é um autor de contos curtos, tu acabas um e já corre pro outro, e quando menos espera já está no final do livro. Claro que isso pra quem lê direito e com afinco. Eu demorei uma semana pra acabar o livro, mas vou culpar a falta de tempo e o sono por isso.

Pra quem gosta de crônicas e contos, recomendo fortemente esse livro. Pra quem não gosta, apenas recomendo. Ao menos durante a leitura dele, garanto que seu tempo passará de forma bem leve e rápida, fora as ótimas risadas. Dos contos desse livro, recomendo o “Amsterdã” e o “Nos passos de meu pai”. Não há nada de especial neles, mas por algum motivo, foram os que mais me tocaram.

O livro é curto, com 191 páginas. A capa é gatona, e o livro é construído com aquela folha boa de ler. Procurei no livro as informações sobre isso, mas não achei. Erro da Rocco ou meu, tanto faz. E outro ponto positivo é que foi traduzido do idioma original, reduzindo assim os defeitos inerentes a toda tradução.

Se quiser comprar o livro, recomendo que compre aqui. Assim você gera uma comissãozinha pra mim. Afinal não tenho o talento do Keret, então se não é pra ganhar dinheiro com os meus livros, que seja com os livros dele.

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