A dialética do amor

Afinal, o que é amar? Essa pergunta é, sem dúvidas, a mais difícil de responder. Chega a ser inclusive mais difícil que a obter a resposta “da vida, do universo e tudo mais”. Porque amar é profundamente subjetivo. Cada um possui sua forma de amar. Alguns amam em excesso, outro em falta. Alguns amam com euforia, outros com comedimento. Alguns amam de forma doentia, outros de forma livre. Porém nenhuma forma de amar é mais importante que outra. Nenhuma forma de amar é a verdade absoluta, a única forma possível. Vivemos em um mundo com 7 bilhões de habitantes, já pensou se todos amassem igual ao Lindemberg (aquele mesmo do caso Eloá)? E é justamente essa diversidade de pessoas no planeta que faz com que haja uma diversidade de formas de amar, pois cada um possui experiências amorosas diferentes, e leva os resultados dessas experiências para suas próximas relações. Isso molda a forma de cada um lidar com as várias formas de amar, afinal a memória do brasileiro pode ser curta, mas a do coração não é.

Desse modo, cada pessoa cria seu próprio jeito de amar. E muitas vezes essas formas entram em conflito, pois é extremamente complicado para alguns aceitar algumas coisas que para você é simples, mas para a pessoa amada nem tanto.  Então se inicia um conflito, começam as cobranças, e disso partem as brigas, as discussões. Porém por mais que isso pareça triste, ruim, é uma das melhores coisas que pode acontecer num relacionamento, desde que haja sempre comunicação e compreensão. Afinal enxergo o amor como algo dialético, e é nessa dialética que as formas de amar se encontram e tornam-se enfim uma síntese de felicidade. E essa síntese só é alcançada após muita conversa e reflexão.

Por isso nunca devemos desistir de um amor, quando sentimos que é algo verdadeiro e real. Mesmo que haja inúmeras brigas, mesmo que haja inúmeras discussões, isso é apenas o conflito das teses e antíteses dessa dialética louca. Obvio que não desistir é difícil, principalmente quando não se percebe mudanças no próximo, quando não se percebe avanços na síntese. Mas quem persevera tem grandes chances de chegar à felicidade plena. E aí é só olhar pra trás e reconhecer que tudo valeu a pena.

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