[Resenha] Sete anos bons

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Outro dia passeando pela Saraiva de um shopping aqui perto, me deparo com o livro “Sete anos bons” de Etgar Keret. Nunca tinha ouvido falar desse autor, mas a transcrição da BBC comparando ele ao Kafka aguçou minha curiosidade (malditos marqueteiros). Além disso o preço do livro estava bem atraente, então comprei.

Keret é um contista. Um contista de contos curtos. E é israelense. Continuar lendo

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Eu que o diga

“Eu que o diga”. Sem dúvidas essa é uma das frases que mais me incomoda como resposta num diálogo. Pensa, você triste querendo desabafar com alguém, liga pro seu melhor amigo e chama ele pra uma cerveja. Vocês acabam de sentar no bar e tu já manda um “cara, ta foda!”. Seu amigo, na maior inocência sem nem imaginar o que se passa na tua vida, vira e responde “eu que o diga”. Pronto. Broxou o desabafo, afinal como descarregar seus problemas em cima de alguém que está passando por algo pior? Continuar lendo

A dialética do amor

Afinal, o que é amar? Essa pergunta é, sem dúvidas, a mais difícil de responder. Chega a ser inclusive mais difícil que a obter a resposta “da vida, do universo e tudo mais”. Porque amar é profundamente subjetivo. Cada um possui sua forma de amar. Alguns amam em excesso, outro em falta. Alguns amam com euforia, outros com comedimento. Alguns amam de forma doentia, outros de forma livre. Porém nenhuma forma de amar é mais importante que outra. Nenhuma forma de amar é a verdade absoluta, a única forma possível. Vivemos em um mundo com 7 bilhões de habitantes, já pensou se todos amassem igual ao Lindemberg (aquele mesmo do caso Eloá)? E é justamente essa diversidade de pessoas no planeta que faz com que haja uma diversidade de formas de amar, pois cada um possui experiências amorosas diferentes, e leva os resultados dessas experiências para suas próximas relações. Isso molda a forma de cada um lidar com as várias formas de amar, afinal a memória do brasileiro pode ser curta, mas a do coração não é. Continuar lendo