O que somos?

Perdido em pensamentos sobre o atual momento brasileiro, lembrei-me de um belo texto escrito pelo mestre Celso Furtado em 1984, em ocasião do I Encontro Nacional de Política Cultural. Intitulado “Que somos?”, Furtado tece algumas críticas a forma de desenvolvimento imitativo adotada pelo Brasil, que “reforçou tendências atávicas de nossa sociedade ao elitismo e à opressão social”, criando ainda “formas mais sutis e insidiosas de dependência”. Claro que Furtado escreve tais palavras com olhos para os efeitos na construção cultural de um país, porém podemos tomar emprestado tal pensamento para uma aplicação na atual realidade brasileira. Continuar lendo

A que ponto chegou a intolerância?

Enfim as férias, e isso significa basicamente curtir meu filho e ler. Para leitura comecei “A Imortalidade” do grande Milan Kundera. É uma reedição do livro, em capa dura. Fiquei sabendo com a Companhia das Letras iria fazer isso com todos os livros dele, porém até agora, e até onde eu sei, esse é apenas o segundo. Estou ainda no começo, e espero poder falar um pouco dele numa resenha em breve. Porém me detive em um trecho do livro, e vim aqui escrever essas breves linhas com umas poucas reflexões que humildemente andei fazendo nos últimos dias. Continuar lendo