Cada louco com sua loucura

Cada indivíduo possui uma idiossincrasia. Aliás, acho que até mais de uma (e acho ainda que é exatamente isso que da graça em se viver em sociedade). Tipo eu. Eu tenho várias idiossincrasias. Uma delas é essa mania de falar/escrever com palavras complicadas para parecer que sou mais inteligente do que realmente sou. Pode anotar ai, futuramente isso será conhecido como Complexo de César (esse mesmo do BBB). Outra seria essa coisa de acordar me sentindo inteligente nuns dias e burro nos outros.

Não sei se isso acontece só comigo, e sei também que pode parecer bem estranho. Mas é verdade, as vezes eu acordo me sentindo inteligente. Eu acordo determinado dia e consigo ler com uma compreensão melhor que a média. Leio até textos em inglês com um nível razoável de entendimento, e nem sou versado nessa língua. Recentemente passei por um desses momentos lendo Schumpeter. Li e pouco entendi num dia, no outro entendi mais do que esperava. Não sei se tem a ver com horas a mais de sono, ou com expectativas. Só sei que tem dias que acordo virado no Jiraiya intelectual (talvez esteja exagerando um pouco aqui).

Em compensação, tem dias que acordo me sentindo mais burro que seguidor do Olavo de Carvalho. Isso mesmo.  Nesses dias a única leitura que se salva é a coluna do Rodrigo Constantino, mas essa é uma daquelas coisas que nada faz valer a pena. Prefiro continuar me sentindo burro. Nesses dias não leio nem tirinha de jornal, porque começo a ler, começo a não entender e começo a ficar com raiva de mim. Outro dia mesmo bati com um livro na minha cabeça para ver se: 1) ou ela voltava a funcionar devidamente; 2) ou então a compreensão do texto se daria na base da porrada. Apenas me deu dor de cabeça.

Mas na maioria das vezes acordo me sentindo eu mesmo. Nem burro, nem inteligente, apenas eu. E isso é ótimo. Nesses dias consigo ler normalmente e, principalmente, escrever. Jamais escrevo quando estou me sentindo em algum dos polos. Escrevo sempre quando estou normal e deixo essa crítica e percepção para quem lê. Claro que vou fingir que não me importo com o que vão falar (se falarem mal). Mas na verdade é que me importo sim, então por isso paciência. Às vezes eu só estou passando por um dia complicado. Ou então acabei de achar a desculpa perfeita para os textos ruins que já escrevi e que ainda vou escrever.

PS.: A noção de inteligência do autor é amplamente deturpada pelos elogios de sua mãe.

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