Digital Transformation

Li uma notícia bem interessante sobre inovação tecnológica no varejo, que saiu hoje no Valor Econômico (link aqui). Ela fala sobre a forma como empresas interagem com formas físicas e virtuais de negócio. A Bain & Company chama esse processo de “digital transformation”.  Podemos dizer que isso é uma forma de inovação tecnológica, que no limite visa elevar faturamento. Achei a matéria bem interessante porque relaciona inovação tecnológica com cases do dia-a-dia. É uma forma de enxergarmos, limitadamente, como isso funciona no mundo real, além dos manuais de economia.

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Concorrência Bancária e Taxa de Juros

Não é segredo pra ninguém que o Brasil pratica umas das maiores taxas de juros bancárias do mundo. Nesse link do Banco Central do Brasil (BCB) nós podemos visualizar as taxas por instituição e por categoria de crédito. Para o Cheque Especial praticamos uma taxa média de 116,17% a.a, já para o Crédito Pessoal não Consignado a taxa média fica em 175,30% a.a. No Cartão de Crédito é algo em torno de 242% a.a. Para se ter uma ideia de comparação, nos Estados Unidos é algo em torno de 16% a.a e eles estão achando ruim.

No post passado eu falei sobre a importância da inovação para o desenvolvimento econômico de uma nação. Schumpeter apontava o crédito como principal fonte de renda para financiar inovações tecnológicas. Claro que em cenários de crédito muito elevado, fica complicado investir em inovação, pois a taxa de retorno do investimento é menor e com uma taxa Selic a 12% a.a compensa mais deixar o dinheiro rendendo juros, do que investir em algo arriscado sem retorno garantido. No Brasil praticamos uma taxa média de 26% a.a para crédito consignado de longo prazo (acima de 365 dias). Menor do que o juros para pessoa física, mas ainda assim elevado.

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Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Econômico

Schumpeter foi sem dúvidas um dos principais expoentes da Inovação Tecnológica como motor do desenvolvimento econômico de um país. Acredito nessa tese, e acho que o mundo se divide entre dois tipos de países:

1) Os que estão na fronteira do desenvolvimento tecnológico. Esses são os países que produzem tecnologia, inovação, etc.
2) E os países que são importadores de tecnologia. Que apenas se apropriam da tecnologia gerada fora, aprimora sua produção, mas não gera nada de novo. Isso gera um desequilíbrio pois os ganhos produtivos podem ser destruídos pelo pagamento de royalties pela tecnologia importada.

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